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Textos com Etiquetas ‘Marina Silva’

Eleições 2010: Serra tem 11% de vantagem sobre Dilma

18, fevereiro, 2010

 Os resultados do Ibope em fevereiro são mais modestos para Dilma Rousseff (PT) em relação a José Serra (PSDB) na comparação com as pesquisas CNT/Sensus e Vox Populi realizadas em janeiro.

A diferença está em 11% no Ibope contra 7% no Vox Populi e 5,4% no CNT/Sensus.

Mas a ministra de Lula mostra crescimento no levantamento Ibope. Subiu 8% desde a última pesquisa realizada em novembro. O governador paulista caiu 2%.

O cenário com Ciro Gomes (PSB) favorece a candidata petista como nas outras consultas.

Estimulada
(com Ciro)
Serra – 36%
Dilma – 25%
Ciro – 11%
Marina – 8%
Branco/Nulo – 11%
Não sabe – 9%

Estimulada
(sem Ciro)
Serra – 41%
Dilma – 28%
Marina – 10%
Branco/Nulo – 12%
Não sabe – 9%

Espontânea

Como nas demais pesquisas, Dilma consegue praticamente empatar com Serra quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores.
Lula – 23%
Serra – 10%
Dilma – 9%
Aécio – 3%
Ciro – 1%
Marina – 1%
Outros com menos de 1% – 1%
Branco/Nulo – 10%
Não sabe – 42%

Segundo turno – estimulada
Serra – 47%
Dilma – 33%
Branco/Nulo – 12%
Não Sabe – 8%

Pesquisa

O levantamento encomendado pela Associação Comercial de São Paulo ouviu 2002 eleitores em 144 municípios em todas as regiões do país entre 6 e 9 de fevereiro. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Eleições: o mapa dos votos de Serra e Dilma

2, fevereiro, 2010

Nos cruzamentos da pesquisa CNT/Sensus, os desafios de cada candidato.

Na lista com quatro pré-candidatos, José Serra (PSDB) tem 33,2%. Dilma Rousseff (PT), 27,8%.

Serra alcança mais apoio no meio urbano, 34%. Dilma no meio rural, 36,9%, que concentra o menor número de eleitores.

Sexo

As mulheres estão com Serra, 33,4% contra 24% para Dilma.

Entre os homens a diferença é menor, 33% a 31,9% para Serra.

O Brasil tem 132.054.280 eleitores, sendo 68.431.038 mulheres (51,82%) e 63.469.326 homens (48,06%).

Regiões

Serra é melhor no Sul (41,9%), Norte/Centro-Oeste (35,1%) e Sudeste (34,7%).

Dilma vai bem no Nordeste (38%).

Candidato Sudeste Sul Nordeste Norte/Centro-Oeste
José Serra 34,7 41,9 25,4 35,1
Dilma Rousseff 22,7 26,5 38 24,2
Ciro Gomes 10,2 7,9 15,9 13,2
Marina Silva 8,4 5,8 4,3 7,9
Nenhum/Branco 13,5 13,4 6,3 7
NS/NR 10,6 4,5 10,2 12,6

Abaixo o peso eleitoral de cada região, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pesquisa por Região - Dezembro / 2009
Região Eleitorado %
CENTRO-OESTE 9.349.307 7,08
EXTERIOR 154.097 0,117
NORDESTE 35.679.053 27,018
NORTE 9.602.732 7,272
SUDESTE 57.520.315 43,558
SUL 19.748.776 14,955

 

Idades

Serra obtém larga vantagem entre os eleitores mais jovens.

Dilma equilibra entre os eleitores de 25 a 29 anos.

Candidato 16-17 anos 18-24 anos 25-29 anos 30-39 anos 40-49 anos 50 anos ou + TOTAL
José Serra 45,5 35,3 34,5 30,3 33,6 31,1 33,2
Dilma Rousseff 17,2 27,5 34,9 30,8 24,8 26,5 27,8
Ciro Gomes 12,1 11,1 9,9 14,6 10,7 12 11,9
Marina Silva 7,1 9 5,6 4,5 8,3 6,7 6,8
Nenhum/Branco 1 8,7 9,1 13,9 11,6 10,5 10,5
NS/NR 17,2 8,4 6 6 11 13,2 9,9

 

Estudo

Quando a escolaridade sobe, melhora o desempenho de Serra.

Dilma oscila entre os quatro níveis da pesquisa.

Candidato Primário Ginasial Colegial Superior TOTAL
José Serra 32 32,5 33,1 37,2 33,2
Dilma Rousseff 28,2 26,7 28,6 26,3 27,8
Ciro Gomes 10,5 15,7 12,1 8,3 11,9
Marina Silva 6,4 4,7 6,7 11,3 6,8
Nenhum/Branco 10 10,8 11,4 8,6 10,5
NS/NR 12,9 9,6 7,9 8,3 9,9

 

Renda

Os melhores números de Serra são com os eleitores com renda acima de 10 salários mínimos.

Dilma oscila entre as cinco faixas de renda.

Candidato Até 1 SM 1 a 5 SM 5 a 10 SM 10 a 20 SM Mais de 20 TOTAL
José Serra 30,3 33,6 31,6 37,3 50 33,2
Dilma Rousseff 28,1 28,3 25,9 26,3 26,7 27,8
Ciro Gomes 12,4 12,2 11,4 11,9 xx 11,9
Marina Silva 7 6 9,5 5,9 10 6,8
Nenhum/Branco 7,3 10,5 13,3 11 13,3 10,5
NS/NR 14,9 9,3 8,2 7,6 xx 9,9

 

 Pesquisa

A CNT/Sensus fez duas mil entrevistas em 24 estados entre os dias 25 a 29 de janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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Eleições: Dilma sobe e chega a empate técnico com Serra

1, fevereiro, 2010

A distância entre Serra e Dilma que caiu de forma moderada em 2009 é cada vez menor.

Na primeira pesquisa CNT/Sensus do ano, o governador paulista José Serra (PSDB) tem 33,2% contra 27,8% da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). A vantagem tucana em janeiro é de 5,4%. Era de 11,1% em novembro.

O cenário atual é de empate técnico, considerando-se a margem de erro de 3% para mais ou para menos.

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) perdeu fôlego e a senadora Marina Silva (PV) teve leve alta.

1º turno para presidente, lista 1 – CNT/Sensus

Estimulada (%)

Candidato nov/09 jan/10
José Serra 31,8 33,2
Dilma Rousseff 21,7 27,8
Ciro Gomes 17,5 11,9
Marina Silva 5,9 6,8
Nenhum/Branco/Nulo 11,1 10,5
NS/NR 12,1 9,9

 

1º turno para presidente, lista 2 – CNT/Sensus

Estimulada (%)

Candidato nov/09 jan/10
José Serra 40,5 40,7
Dilma Rousseff 23,5 28,5
Marina Silva 8,1 9,5
Nenhum/Branco/Nulo 14,2 10
NS/NR 14,2 10

O levantamento mostra a tendência revelada na semana passada pela pesquisa Vox Populi da TV Bandeirantes. Com Ciro Gomes candidato, Dilma tem melhor desempenho contra Serra.

Vox Populi (Jan/10) ouviu 2 mil pessoas em 23 estados e no Distrito Federal, entre os dias 14 e 17 de janeiro com margem de erro de três pontos percentuais:

José Serra 34%

Dilma Rousseff 27%

Ciro Gomes 11%

Marina Silva 6%

Brancos e nulos 10%

Indecisos/não opinaram 9% 

1º turno para presidente – CNT/Sensus

Espontânea (%)

Lula 18,7
Dilma Rousseff 9,5
José Serra 9,3
Aécio Neves 2,1
Marina Silva 1,6
Ciro Gomes 1,2
Outros 1,9
Branco/Nulo 2,6
Não sabem/Não responderam 53,1

Mais da metade (53,1%) dos eleitores está indecisa.

2º turno para presidente, lista 1 – CNT/Sensus

No cruzamento de segundo turno, Dilma reduziu a diferença para 6,9% (era de 18,6 em novembro).

Estimulada (%)

Candidato   nov/09 jan/10
José Serra  46,8 44
Dilma Rousseff   28,2 37,1
Branco/Nulo   11,9 10,1
NS/NR  13,2 8,9

Limite de voto

Menos conhecida entre os três principais candidatos, Dilma é a que consegue mais fidelidade (única que o eleitor votaria).

LIMITE DE VOTO Único que Poderia Não Não
jan/10 Votaria Votar Votaria Conhece
Presidente % % % %
Dilma Rousseff  17,9 38,5 28,4 9,4
José Serra  15,4 45,4 29,7 4,1
Ciro Gomes   8,2 47,3 30,3 7,8
Marina Silva 6,9 23,4 36,6 27,2

Lula

O crescimento da candidatura petista leva em conta a avaliação do governo Lula – o que não é surpresa.

A avaliação do governo é positiva para 71,4% dos entrevistados contra 70% em novembro e 72,5% em janeiro de 2009.

Quanto ao desempenho, 81,7% aprovam Lula. Em novembro, eram 78,9% e em janeiro de 2009, 84%.

A avaliação de emprego, renda mensal, saúde, educação e segurança melhorou na comparação com novembro de 2009.

Mas aumentou a expectativa de que as seis variáveis vão piorar neste semestre, embora o índice dos que acham que vai melhorar oscila entre 50,7% e 62,9%.

Na avaliação setorial, escola, saúde e estradas têm notas melhores que nas pesquisas anteriores. Em transporte a nota é pior e segurança ficou estável.

Política

Apenas 25,5% disseram estar acompanhando com muito interesse as eleições para presidente.

Outros 42,1% responderam ter interesse médio e 31,3% encontram-se sem interesse.

É este um terço dos eleitores que pode pender para qualquer lado, independente de ideias, propostas e histórico dos candidatos.

Pesquisa

A CNT/Sensus fez duas mil entrevistas em 24 estados entre os dias 25 a 29 de janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

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Marina cansou por PT não priorizar a questão ambiental

19, agosto, 2009

A bandeira ambientalista de Marina Silva estava hasteada a meio-pau no PT.

O novo mastro será no PV onde Marina acredita que poderá construir ”um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.”

Lula

No governo do presidente Lula, a senadora disse que “faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.”

Íntegra da carta ao presidente do PT(grifos do blog)

Caro companheiro Ricardo Berzoini,

Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.

O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.

Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.

Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.

Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.

É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas políticas para mantê-las.

Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte pro quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.

Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos

Saudações fraternas

Marina Silva

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Marina sai do PT e PV já prepara festa para recebê-la

19, agosto, 2009

marina-silva-foto-geraldo-magela-agencia-senado

Mercadante e Berzoini atenderam ao telefonema de Marina Silva pela manhã sabendo que não tinham mais nada a fazer.

Aliás, já faz um bom tempo que o partido e Lula tratam Marina,  há 30 anos no PT, com desprezo.

Marina pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente em maio do ano passado, depois de cinco anos enfrentando o que considerou “resistências” às ações dela na pasta. Marina saiu em meio a pressões por causa da demora no licenciamento ambiental de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Marina foi eleita para o Senado pela primeira vez, aos 36 anos, a senadora mais jovem da história.

Nova bandeira e candidatura

O Partido Verde dá como certa a filiação de Marina e uma candidatura à presidência da república.

A direção do PV informou hoje que “Marina indicará nove integrantes de sua equipe que, juntamente como ela própria, ingressarão na Executiva Nacional do PV e, juntamente com onze membros atuais da Executiva, formarão uma Coordenação Nacional destinada a tratar, prioritariamente, da elaboração do texto base para os novos programas partidário (20 anos) e de governo (5 anos) pela campanha presidencial.”

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