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Textos com Etiquetas ‘Mensalão do DEM’

Até quando Arruda ficará preso

17, fevereiro, 2010

Foi-se o Carnaval. José Roberto Arruda está preso há seis dias na sala especial, um recinto para autoridades na Superintendência da Polícia Federal, onde chegou no fim da tarde dessa quinta (11) logo depois da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Abatido nos primeiros dias, Arruda recebeu livros, a visita da primeira-dama e passou a montar a defesa juntamente com os advogados. Na noite passada, deu umas espiadinhas pela janela ao pequeno grupo que gritava e rezava por ele em frente à Polícia Federal.

A primira tentativa de obter salvo conduto ou alvará de soltura foi negada no Supremo Tribunal Federal.

O ministro Marco Aurélio manteve a prisão preventiva. Em tese, até 83 dias.

Obstruir o trabalho da Justiça faz a balança pender contra Arruda.

Marco Aurélio não viu Arruda sofrer constrangimento ilegal, mesmo com a investigação inconclusa. Os advogados argumentavam que “restringir a liberdade de alguém é a medida mais gravosa que pode ser tomada contra um cidadão, seja ele quem for”.

Abaixo o trecho final da decisão.

Eis os tempos novos vivenciados nesta sofrida República. As instituições funcionam atuando a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário. Se, de um lado, o período revela abandono a princípios, perda de parâmetros, inversão de valores, o dito pelo não dito, o certo pelo errado e vice-versa, de outro, nota-se que certas práticas – repudiadas, a mais não poder, pelos contribuintes, pela sociedade – não são mais escamoteadas, elas vêm à balha para ensejar a correção de rumos, expungida a impunidade. Então, o momento é alvissareiro.”

Advogados de Arruda vão recorrer de novo. A estratégia está por ser revelada.

O habeas corpus passará pelo plenário do Supremo. A pauta do caso depende do relator, ministro Marco Aurélio que aguarda novas informações. Hoje tem sessão, mas o assunto não deve ser tratado.

Criticada por livrar poderosos de medidas restritivas de liberdade e de direitos e absolver dezenas de políticos processados por corrupção, haverá maioria da corte disposta a manter Arruda preso?

Decisão

Leia aqui a decisão de Marco Aurélio na íntegra.

Marlon Herath Corrupção, Justiça, Política , ,

E o DEM, hein?

12, fevereiro, 2010

O diretório regional do Democratas em Brasília atrasou a apuração do processo por quebra de decoro do governador José Roberto Arruda, a executiva nacional tibueou e Arruda abandonou a sigla quando os pedidos de impeachment foram aceitos na Câmara distrital.

Uma saída de última hora que evitou o constrangimento do diretório pressionado por aliados de Arruda para evitar a desfiliação.

E não perdeu o apoio da legenda.   

Depois de preso, saiu a deliberação da direção do partido e líderes na Câmara dos Deputados e no Senado. Determinar aos filiados “a imediata saída dos cargos que ocupam no governo José Roberto Arruda. A eventual inobservância da determinação acima sujeitará o filiado às sanções disciplinares previstas no Estatuto do partido.”

O presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia, endossou a posse do vice, Paulo Octávio. O secretário de Transportes Alberto Fraga (DEM) não deu sinais que deixará o governo.

Marlon Herath Corrupção, Política , , ,

Agora é a vez de PO

12, fevereiro, 2010

 A OAB/DF ingressa na Câmara Legislativa daqui a pouco com um novo pedido de impeachment com a posse do vice-governador Paulo Octávio (DEM), após afastamento do governador José Roberto Arruda.

Paulo Octávio é citado no inquérito do Mensalão do DEM. Documentos apreendidos pela Polícia Federal contêm a expressão “PO” ao lado de valores em suposta divisão de propina. Seriam referências ao governador em exercício.

O presidente da Ordem local, Francisco Caputo, avalia que “Nada justifica a posse do vice Paulo Octávio. É público e notório que ele está envolvido no escândalo e não tem condições jurídicas e políticas para suceder o governador em caso de afastamento determinado pela justiça”.

Marlon Herath Corrupção, Política , ,

Vai ter samba na Papuda

12, fevereiro, 2010

“O que é barra pesada pra você, meu amigo?” é o bordão do programa policial Barra Pesada que Geraldo Naves apresentava em rádio e TV. Naves chegou a assumir a presidência da CCJ da Câmara Legislativa do DF, mas voltou para a suplência quando a barra pesou.

Naves levou o bilhete de Arruda “Quero ajuda” para Edson Sombra, que denunciou a suposta tentativa de suborno.

Dos outros cinco colhidos pelo decreto de prisão, até o momento só o sobrinho e ex-secretário particular de Arruda, Rodrigo Arantes (que pega a sacolinha com dinheiro em 2006 no gabinete de Durval a pedido do tio), se apresentou à Polícia Federal.

O conselheiro fiscal do Metrô/DF, Antonio Bento, preso em flagrante ao entregar R$ 200 mil a Sombra já está em cana na Papuda, o complexo penitenciário de Brasília.

Faltam ser presos o ex-diretor comercial da CEB, Haroaldo de Carvalho, o secretário-chefe da Agência de Comunicação do GDF, Welligton Moraes, além de Naves.

O Carnaval na Papuda pode ter mais passistas.

Marlon Herath Corrupção, Justiça, Política ,

Arruda preso, com fome e com sono

12, fevereiro, 2010

Arruda recebendo o “remedinho” no divã de Durval. A prisão do governador na realidade político-judiciária brasileira, nem Freud explica.

O governador Arruda não comeu, não dormiu e está sofrendo muito – relatou o coronel Ivan Gonçalves da Rocha, chefe da Casa Militar do GDF, ao concluir a visita ao preso na Superintendência da Polícia Federal.

 José Roberto Arruda está preso, mas não se sabe por quanto tempo ficará de pé a preventiva em vista do afloramento das brotoejas da corte suprema em casos passados para livrar autoridades das grades.

Arruda poucas vezes perdeu o sono e o apetite nos 56 anos de uma vida marcada pela ascensão e queda.

Como senador, envolveu-se no escândalo da violação do painel eletrônico em 2001. Negou as acusações em discurso raivoso, mas pouco depois admitiu a culpa, chorou, pediu desculpas e renunciou ao mandato para evitar o processo de cassação que já tolhia o colega e amigo Luís Estevão.

No ano seguinte, conseguiu – por omissão, complacência ou paixão dos eleitores -, o perdão das urnas. Elegeu-se o deputado federal mais votado do Distrito Federal e, proporcionalmente, do país.

No vai-e-vem dos arranjos eleitorais, começou no colo de Joaquim Roriz, um político da era de Paulo Maluf e ACM.

A sangria da jugular começou em 2006. Ainda nas garras do governo Roriz, foi sendo gravado no BBB do Mensalão do DEM pelas lentes ocultas de Durval Barbosa.

Virou governador, manteve os aliados de Roriz e construiu, contrato a contrato, um império de obras e serviços com empresas suspeitas de pagamento de propina.

A base de apoio teria sido regada por mesadas do suposto esquema de corrupção, de acordo com as apurações do Inquérito da Caixa de Pandora.

Ministério Público Federal e Polícia Federal juntam as peças. Arruda e aliados tentam soldar os cacos. Mais dinheiro compraria o depoimento de Edson Sombra que, inspirado na videoteca de Durval, colaborou para gravar uma tentativa de suborno.

O pedido de prisão do Ministério Público Federal foi acatado pelo ministro do STJ, Fernando Gonçalves, e ratificado por 12 votos a 2 na corte especial.

A ordem pública e o curso das investigações devem ser mantidos, entendeu o judiciário ao impedir a corrupção de testemunha, prender Arruda e afastá-lo do cargo.

A Justiça passou por cima da letargia do Legislativo, dominado pelos aliados do governador, preocupados em manter o osso ao contrário das balelas sobre governabilidade que destilam aos quatro cantos.

Marlon Herath Corrupção, Justiça, Política ,

Justiça mantém decisão que afastou deputados do Mensalão do DEM

3, fevereiro, 2010

O primeiro ato do novo presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Wilson Lima (PR), deu em nada.

Aliado do governador José Roberto Arruda, Lima tentou manter os oito deputados, suspeitos de terem recebido mesada, da análise dos pedidos de impeachment contra Arruda.

Alegou que a decisão judicial afastava os deputados de seus cargos, atentava contra a independência do poder legislativo, violava os direitos políticos dos deputados afastados e desrespeitava o princípio democrático.

O recurso  foi indeferido pelo presidente do Tribunal de Justiça do DF, Nívio Gonçalves, que concluir não haver “qualquer violação à ordem pública a ser corrigida”.

Ficou mantida a ordem de convocar os suplentes, não suspeitos ou impedidos, para substituir Aylton Gomes, Benedito Domingos, Benício Tavares, Eurides Brito, Júnior Brunelli, Leonardo Prudente, Rogério Ulisses e Roney Nemer, bem como os suplentes, também suspeitos, Berinaldo Pontes e Pedro do Ovo tão somente de suas atividades vinculadas ao processo de impeachment do governador.

A Câmara pode recorrer novamente da decisão.

Leia aqui a íntegra da decisão.

Marlon Herath Corrupção, Justiça, Política ,

Distritais baixam o nível. Redundância?

29, janeiro, 2010

O tom do discurso dos deputados distritais está recheado de acusações e provocações.

A CPI da Corrupção segue em cova profunda alimentada pelas picuinhas rasas entre governistas e oposição.

Ontem a moção de repúdio ao ato do presidente em exercício, Cabo Patrício (PT), que “encerrou abruptamente a sessão” que elegeria o presidente da Câmara na quarta (27), lida pelo democrata Geraldo Naves, liberou o discurso rasteiro que empobrece a política em apurações de escândalos.

Até um suposto flagrante de embriaguez de Patrício integrou a ira.

Também no exercício da presidência foi flagrado com evidentes sintomas de embriaguez, conforme amplamente noticiado pela imprensa brasiliense e gravado pelo plantão de Polícia. Inclusive com o agravante do uso indevido da interinidade na presidência da CLDF ao ameaçar os policiais com a declaração de que “se não me atenderem vou ligar para o governador Arruda”.”

O vice-presidente da CPI, Batista das Cooperativas (PRP), também fez insinuações, por meio de recortes de jornais contra Patrício, comparando-o a um “cacique chihuahua”, e Paulo Tadeu (PT), que reagiu ao “cinismo” e revidou nivelando Batista a um ”capitão-do-mato”.

A sessão foi encerrada sem eleger o presidente da comissão e com um deputado a menos.

Em nome da proporcionalidade, Eliana Pedrosa (DEM) comunicou que caiu fora - o partido já tem Naves na CPI.

Nessa manhã, pouco antes de Batista cancelar a sessão de hoje, o petista Chico Leite reagiu via twitter.

Relacionou “capanga” à base governista. 

Marlon Herath Corrupção, Política

A truculência da PM-DF, a polícia mais bem paga do Brasil. Ato II

28, janeiro, 2010

A corregedoria da Polícia Militar do DF abriu investigação para apurar se houve abuso do coronel Claudio Armond, comandante do 3º BPM que fez universitária Ingrid Cartaxo voar  com o empurrão aplicado.

Armond estava à frente da contenção aos estudantes que jogaram estrume na rampa e no estacionamento da Câmara Legislativa no dia 21.

Em 9 de dezembro na repressão ao protesto em frente ao Palácio do Buriti, outro comandante, coronel Silva Filho, também levou à lona um manifestante. 

Entre os detidos naquele ato, Ingrid.

Sem admitir relação com o ocorrido na Câmara na semana passada, a Secretaria de Segurança confirmou no dia seguinte (22) a troca de comando na PM. Sai amanhã (29) o coronel Lacerda, entra o coronel Ricardo da Fonseca Martins.

Marlon Herath Direitos Humanos, Política

Suplentes são chamados para trabalhar no processo de impeachment de Arruda

27, janeiro, 2010

Os suplentes dos oito deputados citados na Operação Caixa de Pandora, afastados pela Justiça, têm 48 horas para assumirem a convocação.

São eles:

  • Roberto Lucena (PMDB);
  • Wigberto Tartuce (PMDB);
  • Ivelise Longhi (PMDB);
  • Raad Massouh (DEM);
  • Gil Mesquita (DEM);
  • Joe Valle (PSB);
  • Mário da Nóbrega (PP);
  • Olair Francisco (PT do B).

Vão atuar exclusivamente nas atividades relacionadas ao processo de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM).

Marlon Herath Corrupção, Política ,

Prudente renuncia para governo reassumir presidência da Câmara distrital

25, janeiro, 2010

Foi nas vestimentas, bolsos do paletó e nas meias, que Leonardo Prudente escondeu o dinheiro que rececebeu de Durval Barbosa.

Bastou a Justiça afastá-lo do trono para que Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM), os aliados e o governador José Roberto Arruda chegassem, unidos ou por caminhos distintos, ao esboço de uma manobra para retomar a presidência da Câmara Legislativa, em mãos da minoria.

O interino Cabo Patrício (PT) tem sete dias para realizar uma nova eleição para o cargo.

Na carta-renúncia, Prudente foi curto como a esperança dos deputados distritais apurarem as denúncias contra ele e nove colegas suspeitos.

Comunico as Vossas Excelências minha renúncia ao cargo de presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Atenciosamente, Leonardo Prudente.

Prudente não alegou motivos, foram “de ordem pessoal” segundo assessores, após ter conversado com “amigos, parentes e aliados”.

Marlon Herath Corrupção, Política , ,