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O efeito estufa da COP15

21, dezembro, 2009
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Resultados pífios e discordâncias amazônicas.

As duas semanas da COP15 em Copenhage não foram suficientes para que a expertise ambiental e política chegasse a um acordo.

E talvez não chegará nos próximos anos.

Pareciam mentes inundadas por tsunamis. As ideias foram sendo derretidas como as calotas polares.

Planejado desde 2007, pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), o documento da conferência prolonga a desesperança de mudar as intervenções maléficas do homem na Terra. 

Disputas econômicas poluíram as conversas e acentuaram a divisão entre ricos, emergentes e pobres.

O texto do “Acordo de Copenhage”, de pouco mais de duas páginas, esbarra na falta de compromissos.

Quanto ao Brasil, além do discurso realista do presidente Lula, ficou a meta de reduzir, também no campo das intensões, as emissões de carbono de 36,1% a 38,9% até 2020.

 O país deverá investir US$ 16 bilhões por ano para alcançar o objetivo. Reduzir em 80% o desmatamento da Amazônia, aprimorar as técnicas na agricultura e pecuária, modernizar a siderurgia e produzir energia mais limpa são os desafios brasileiros.

Pontos do acordo da COP15

  • O acordo é de caráter não vinculativo, mas uma proposta adjunta ao acordo pede para que seja fixado um acordo legalmente vinculante até o fim do próximo ano.
  • Considera o aumento limite de temperatura de dois graus Celsius, porém não especifica qual deve ser o corte de emissões necessário para alcançar essa meta.
  • Estabelece uma contribuição anual de US$ 10 bilhões entre 2010 e 2012 para que os países mais vulneráveis façam frente aos efeitos da mudança climática, e US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para a mitigação e adaptação. Parte do dinheiro, US$ 25,2 bilhões, virá de EUA, UE e Japão. Pela proposta apresentada, os EUA vão contribuir com US$ 3,6 bilhões no período de três anos, 2010-12. No mesmo período, o Japão vai contribuir com US$ 11 bilhões e a União Europeia com US$ 10,6 bilhões.
  • O texto também estabelece que os países deverão providenciar “informações nacionais” sobre de que forma estão combatendo o aquecimento global, por meio de “consultas internacionais e análises feitas sob padrões claramente definidos”.
  • O texto diz: “Os países desenvolvidos deverão promover de maneira adequada (…) recursos financeiros , tecnologia e capacitação para que se implemente a adaptação dos países em desenvolvimento.”
  • Detalhes dos planos de mitigação estão em dois anexos do Acordo de Copenhague, um com os objetivos do mundo desenvolvido e outro com os compromissos voluntários de importantes países em desenvolvimento, como o Brasil.
  • O acordo “reconhece a importância de reduzir as emissões produzidas pelo desmatamento e degradação das florestas” e concorda promover “incentivos positivos” para financiar tais ações com recursos do mundo desenvolvido.
  • Mercado de Carbono: “Decidimos seguir vários enfoques, incluindo as oportunidades de usar os mercados para melhorar a relação custo-rendimento e para promover ações de mitigação.

Marlon Herath Meio ambiente, Política ,