Prisão de Arruda e temor da intervenção retiram Legislativo do DF da inércia
A prisão de Arruda abriu o olho da Câmara Legislativa que em apenas um dias fez o que evitou por meses.
O pedido de intervenção federal alertou para a dissolução do legislativo.
A indefinição da renúncia aumentou o sentimento de desgoverno.
Agora, José Roberto Arruda responde a quatro pedidos de impeachment e Paulo Octávio, a três.
Todos tiveram votações unânimes pela admissibilidade dos pareceres do relator Batista das Cooperativas (PRP).
É o princípio para poder julgar o governador preso e o governador em exercício por crimes de responsabilidade.
A aprovação do impeachment depende de dois terços dos deputados (16 dos 24), e aí são outros quinhentos…
Contra o amigo Arruda, Batista destacou o governo e as denúncias.
Nossa cidade encontra-se diante de veementes indícios, diante de vídeos e áudios tão amplamente divulgados, diante de teia tão magistralmente arquitetada e aparentemente engendrada no seio do Organismo que deveria defendê-lo.
Nada fazer seria quase como um incentivo ao delito, seria quase como um convite à impunidade, seria como dar as costas à sociedade que espera espelhar-se nesta Casa nos seus anseios e sonhos, seria uma agressão à moral.…
Assim, não há como comparar a boa gestão e os benefícios econômicos e sociais do Governo Arruda com a sua conduta, que feriu a ética e, em especial, os princípios da administração pública, insculpidos no art. 37 da Constituição, com ênfase para os princípios da moralidade, da impessoalidade e da legalidade.”
A comissão especial tem os deputados Batista das Cooperativas (PRP), Cristiano Araújo (PTB), Paulo Roriz (DEM), Chico Leite (PT), e Reguffe (PDT).
Governistas evitam saia justa, deixaram a oposição ocupar duas das cinco cadeiras, aumentando as chances de aprovar o impeachment dos dois.
A CPI da Corrupção também ganhou mais um opositor. Reguffe foi indicado por falta de acordo da base.

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