Decisão prudente
A decisão é provisória, mas deu força à pressão contra a permanência nos tronos dos envolvidos no Mensalão do DEM.
Uma ação popular proposta pelo advogado Evilázio Viana Santos foi aceita pelo juiz da Segunda Vara da Fazenda Pública do DF, Alvaro Ciarlini.
A Justiça afastou Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM) da presidência da Câmara distrital. Ele ainda precisa ser notificado para ficar de fora das apurações contra o governador e os sete colegas citados pela Operação Caixa de Pandora.
Evilázio é autor também de um dos pedidos de impeachment de Arruda e embasou a ação porque Prudente “não reuniria condições de permanecer à frente da presidência dos trabalhos da Câmara Legislativa local, por se encontrar visceralmente comprometido com um grande e complexo esquema de corrupção mantido por altas autoridades dos Poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal.”
Como Prudente, envolvido no escândalo das meias aos recôncavos do paletó, poderia presidir a Câmara com a devida isenção que a investigação das denúncias exige?
“Sistêmico e crônico banditismo institucionalizado”
O magistrado considerou que nos autos do inquérito há indícios de corrupção, “um sistêmico e crônico banditismo institucionalizado, no Distrito Federal”.
Se não cumprir a decisão, Prudente andará por algumas horas com as meias arriadas. Terá de pagar multa de R$ 100 mil por dia.

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