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PT critica mensalões [sic] do DEM e PSDB

9, dezembro, 2009

Brasília, terça (8). O diretório nacional do PT lança uma resolução sobre a conjuntura brasileira.

Oposição
A conclusão petista sobre os adversários.

“À oposição resta obstruir a votação do pré-sal, em comportamento nitidamente desesperado, agindo contra os interesses nacionais. Resta, ainda, contabilizar o estrago do “panetonegate”, que coloca por terra o discurso hipócrita dos falsos vestais do DEM no DF, numa reprise ainda mais chocante dos escândalos do PSDB de Yeda Crusius no RS e de Azeredo, em MG. O PT reafirma a defesa da Constituinte específica e exclusiva para reformar o sistema político brasileiro, em especial o financiamento de campanhas e partidos.”

Engasgado na garganta petista desde o mensalão do governo Lula, o contra-ataque veio como um panetone recheado de críticas ao DEM e ao PSDB.

A cegueira petista esqueceu-se do mensalão que corroeu o próprio umbigo para, espertamente, deixar de lado o discurso moralista de outrora.

Marlon Herath Corrupção, Política , ,

“Eu errei”, diz Mercadante, o imprescindível

24, agosto, 2009

20 de agosto, quinta-feira, um dia depois do Conselho de Ética livrar José Sarney

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Veio a noite, Aluizio Mercadante foi apagar as mágoas com o presidente Lula. Cinco horas a fio no Alvorada adormecido.

Ricardo Berzoini, o emissário do voto a cabresto, teve paz na guerra de comando.

No dia seguinte, ressaca e decisão revogada

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….

Mercadante, o imprescindível, fritou, foi fritado e pulou da chapa quente.

Defensor da investigação de Sarney, o líder da bancada petista poderia ter substituído Delcídio Amaral e Ideli Salvatti, ambos pré-candidatos aos governos estaduais de Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, no Conselho de Ética.

Suplicy teria votado na linha defendida por Mercadante.

Delcídio, por exemplo, mal balbuciava o voto favorável a Sarney. Criticou Mercadante.

O blefe de Mercadante prejudicou a bancada.

Mas Mercadante revigorou o apoio de Lula e não tem que responder pelo apoio do PT a Sarney.

Ficou na espreita vendo seus pares na fogueira.

Nesta segunda, foi para o Twitter tentar a paz interior.

“Eu errei ao dizer que anunciaria uma renúncia irrevogável”, arrebatou o líder da bancada petista antes e depois do fiasco no Conselho de Ética.

Em 2010, tenta a reeleição ao Senado.

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Marlon Herath Política , , ,

Fritado, Mercadante deixa liderança do PT

20, agosto, 2009

Twitter do senador Aloizio Mercadante há instantes.

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Ontem, depois de votar contra o desarquivamento das 11 acusações contra José Sarney, o petista Delcídio Amaral detonou, via Twitter, o então líder do PT: “Coisa feia Mercadante. Pela manhã assumiu, junto aos sen. João Pedro, Ideli que iria ler carta do pres. Berzoini (junto). Na coletiva negou.”

Ideli, João Pedro e Delcídio seguiram a posição do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que orientou pelo livramento de Sarney, de acordo com a determinação de Lula e de Dilma.

Mercadante discordou do presidente da sigla, mas já era tarde.

No Conselho de Ética, negou-se a ler a nota de Berzoini que justificava o voto de cabresto da bancada.

À noite, sete senadores petistas alisaram o bigode de Mercadante. Apoio para que ele permanecesse no comando da bancada.

A líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (SC), Delcídio Amaral (MS), Fátima Cleide (RO) e Flávio Arns (PR) não foram à reunião.

O senador paranaense já havia anunciado a Mercadante que iria se desligar do PT.

Arns é a segunda estrela a cair fora da constelação petista em menos de vinte e quatro horas. Marina Silva quer brilhar no planeta verde.

E Lula chamou Mercadante para uma conversa. Vai sapecar ainda mais o senador.

Marlon Herath Política , ,

Marina cansou por PT não priorizar a questão ambiental

19, agosto, 2009

A bandeira ambientalista de Marina Silva estava hasteada a meio-pau no PT.

O novo mastro será no PV onde Marina acredita que poderá construir ”um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.”

Lula

No governo do presidente Lula, a senadora disse que “faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.”

Íntegra da carta ao presidente do PT(grifos do blog)

Caro companheiro Ricardo Berzoini,

Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.

O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.

Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.

Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.

Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.

É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas políticas para mantê-las.

Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte pro quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.

Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.

Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos

Saudações fraternas

Marina Silva

Marlon Herath Política , , ,

Marina sai do PT e PV já prepara festa para recebê-la

19, agosto, 2009

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Mercadante e Berzoini atenderam ao telefonema de Marina Silva pela manhã sabendo que não tinham mais nada a fazer.

Aliás, já faz um bom tempo que o partido e Lula tratam Marina,  há 30 anos no PT, com desprezo.

Marina pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente em maio do ano passado, depois de cinco anos enfrentando o que considerou “resistências” às ações dela na pasta. Marina saiu em meio a pressões por causa da demora no licenciamento ambiental de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Marina foi eleita para o Senado pela primeira vez, aos 36 anos, a senadora mais jovem da história.

Nova bandeira e candidatura

O Partido Verde dá como certa a filiação de Marina e uma candidatura à presidência da república.

A direção do PV informou hoje que “Marina indicará nove integrantes de sua equipe que, juntamente como ela própria, ingressarão na Executiva Nacional do PV e, juntamente com onze membros atuais da Executiva, formarão uma Coordenação Nacional destinada a tratar, prioritariamente, da elaboração do texto base para os novos programas partidário (20 anos) e de governo (5 anos) pela campanha presidencial.”

Marlon Herath Política , , ,

PT votará pelo arquivamento das acusações contra Sarney no Conselho de Ética

19, agosto, 2009

Twitter do senador Delcídio Amaral (PT-MS), 13h15, a menos de uma hora da reunião do Conselho de Ética.

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Além de Delcídio, João Pedro (PT-AM) e Ideli Salvatti (PT-SC) votarão para que as ações permaneçam no sarcófago da ética.

Com isso, dos 15 votos, a posição terá com apenas cinco. Sarney vai se safar das seis denúncias e cinco representações, e Arthur Virgílio (PSDB-AM), de uma representação.

PT

Próximo do meio-dia, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, divulgou a nota “A crise do Senado e os recursos no Conselho de Ética”.

O presidente petista relaciona a crise do Senado à tentativa de romper a aliança do governo com o PMDB para prejudicar a canditura de Dilma Rousseff à sucessão de Lula.

Berzoini não acredita que o Conselho de Ética possa conduzir uma investigação “isenta e equilibrada” sobre Sarney, Virgílio ou qualquer outro senador.

 
Íntegra (grifos do blog):

A crise política pela qual passa o Senado Federal tem raízes em práticas administrativas inaceitáveis, que colidem com princípios constitucionais que fundamentam a administração pública.

Nos últimos meses, tomamos conhecimento de uma série de distorções que demonstram que a necessária estrutura de garantia da ação parlamentar converteu-se em uma série de privilégios e desmandos que exigem reparação e mudanças na estrutura da Casa.

É urgente a reformulação da gestão do Senado Federal, criando mecanismos modernos de gestão e instrumentos regulares de transparência. Também é necessária a apuração das irregularidades que se referem aos atos praticados por servidores e parlamentares que tenham ferido a legislação. Para tanto, Ministério Público e Polícia Federal, que já estão investigando, têm instrumentos e metodologia apropriados para apurar de forma isenta as irregularidades apontadas.

No entanto, não podemos ignorar que essa mesma crise é alimentada pela disputa política relacionada às eleições de 2010. A forma como as denúncias concentram-se no presidente do Senado, José Sarney, não deixa dúvidas de que, mais que apurar e reformar, a pretensão é incidir nas relações entre partidos, que apoiam o governo ou que podem constituir alianças para as eleições nacionais e estaduais do próximo ano. Ignoram ou minimizam ilegalidades graves de determinados parlamentares ou partidos e concentram na desconstituição do presidente da mesa, como se ele tivesse responsabilidade exclusiva pelos problemas de todo o Senado.

O PT apresentou ao Senado a candidatura do senador Tião Viana para presidir a instituição, com uma plataforma de reformas que poderiam ser um passo adiante. Nossa candidatura não foi vencedora e reconhecemos o resultado.

Por entender que essa crise tem raízes reais, mas é manipulada de forma hipócrita para interesses eleitorais, e por defender a estabilidade política e o estado democrático de direito, como bases para um funcionamento pleno da democracia, não há como reconhecer no Conselho de Ética, com os ânimos da radicalização política atual, condições para encaminhar uma investigação isenta e equilibrada, seja sobre o senador Sarney ou sobre o Senador Virgílio, sem falar em outros casos sobre os quais caberia representação ao órgão.

Nesse sentido, oriento os senadores do PT que fazem parte do Conselho de Ética que votem pela manutenção do arquivamento das representações em relação aos senadores representados, como forma de repelir essa tática política da oposição, que deseja estabelecer um ambiente de conflito e confusão política, no momento em que os grandes temas do Brasil, como o Marco Regulatório do Pré-sal e as estratégias para superação da crise internacional, são propostos pelo presidente Lula como pauta para o necessário debate nacional.

Aqueles que desejam investigações efetivas podem buscar as instituições apropriadas, que não faltam à Nação. O Senado deve cumprir seu papel legislativo e reformular sua gestão com a máxima urgência.

Ricardo Berzoini
Presidente Nacional do PT 

Marlon Herath Política , ,