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Textos com Etiquetas ‘Roriz’

Arruda e Roriz

3, outubro, 2010

Os dois estão fora, diretamente, da disputa ao Governo do Distrito Federal.

Alguém imaginaria este cenário há um ano?

Joaquim Roriz jogou a toalha há poucos dias da eleição. Tolhido pela Lei da Ficha Limpa, mandou a esposa Weslian para o picadeiro.

José Roberto Arruda caiu na Urna de Pandora e chegou a ficar dois meses preso.

Com ele caíram os apoiadores.

Paulo Octávio, o vice, renunciou.

Eurides Brito e Leonardo Prudente, distritais, saíram da Câmara Legislativa por portas diferentes. Ele renunciou. Ela teve o mandato cassado.

Uma meia dúzia citada no inquérito 650 do STJ concorre - a um passo do cadafalso.

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Marlon Herath Política , ,

Eurides diz que Roriz mandou ela pegar dinheiro com Durval

1, março, 2010

Roriz “mandou me dizer para eu passar no Durval e eu passei e recebi”, avisa Eurides.

O ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC), recheia as respostas de Eurides Brito (PMDB) sobre o encontro com Durval Barbosa em 2006, em que ela “recheou” a bolsa com maços de dinheiro.

A história, inédita, foi publicada no blog dela como a íntegra de uma entrevista ao jornal da Comunidade, que não publicou “muito do que foi dito” porque o espaço “não era tão grande”, disse Eurides.

Processada por quebra de decoro parlamentar, praticamente no limite para renunciar e evitar a perda dos direitos políticos, a deputada conta que entre maio e junho de 2006, ao apoiar Roriz na corrida ao Senado, promoveu 12 rega-bofes. “Aí eu falei para ele que seria bom atrair mais gente para essas reuniões explicativas e que seria difícil reunir 200 ou 300 lideranças fora do período de campanha se não fosse como reunião de confraternização, tipo café da manhã, almoço ou galinhada no jantar com grupo musical para animar”, lembra Eurides.

Roriz teria esquecido de reembolsar os gastos dos momentos pança-pré-eleitorais. Depois da convenção, na casa de Roriz, Eurides cobrou: “Daí o lembrei que ele não havia pagado ainda o dinheiro das reuniões de esclarecimento das candidaturas ao governo. E que estava me fazendo falta. Ele brincou dizendo que a culpa era minha por não ter lembrado a ele e afirmou que no dia seguinte me pagaria.”

No seguinte, Roriz teria ordenado o acerto de contas com Durval, “ele mandou me dizer para eu passar no Durval e eu passei e recebi.”

Roriz foi eleito senador com apoio de Eurides que se elegeu para a Câmara distrital. Em 2007, ele teve de renunciar ao mandato para escapar do processo de cassação depois que gravações da Operação Aquarela o mostraram negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Tarcísio Franklin de Moura. O rateio ocorreria no escritório do empresário Nenê Constantino. 

Eurides não dá sinais que vai renunciar e está disposta a chamar Roriz como testemunha. Ele já negou que tenha qualquer participação no encontro dela com Durval.

Eurides completou 73 anos nesse domingo (28), é seis meses mais moça que Roriz.

O relator do processo contra ela, Bispo Renato (PR), pode até convidar Roriz para dar explicações, mas isso tem menos chance de sucesso (ele não aceitaria) que a absolvição dela.

A jovialidade da deputada em escândalos talvez possa fazê-la trazer fatos novos que até os oráculos de Roriz duvidem.

Arruda, no divã solitário da carceragem da Polícia Federal, observa os astros torcendo para que seu antigo mestre perca a proteção dos deuses.

Abaixo, a versão de Eurides para o encontro com Durval. Leia mais…

Marlon Herath Corrupção, Política, Sem categoria , , ,

Roriz é condenado a indenizar Cristovam

26, janeiro, 2010

Liderando as pesquisas de intenção de voto para governador do Distrito Federal e em busca do quinto mandato, Joaquim Roriz (PSC) está em “viagem de peregrinação religiosa visitando cidades como Fátima, em Portugal, e Roma, na Itália”, desde sábado (23).

Joaquim Roriz foi condenado a pagar R$ 35 mil de indenização por danos morais ao senador e ex-governador, Cristovam Buarque (PDT).

A decisão foi do juiz da 18ª Vara Cível de Brasília e cabe recurso.

De acordo com a ação, em 14 de agosto de 2003, Joaquim Roriz, então governador, fez um discurso na chamada Invasão do Itapoã e diante de milhares de pessoas, acusou Cristovam de assassino e de não gostar de pobres. Cristovam, na época ministro da Educação, entendeu que o discurso teve grande repercussão na mídia e que o jornal circulou com a manchete “Roriz acusa Cristovam de matar 6″. Cristovam apresentou como prova o jornal e uma fita K-7 com a gravação do discurso. O pedido de indenização por danos morais era de R$ 50 mil.

No processo, Roriz argumentou que não proferiu as palavras ou frases mencionadas na ação e que não podia ser responsabilizado por notícias veiculadas em jornal. Alegou ainda que a fita era prova manifestamente ilícita. E sustentou que, se fossem superados os argumentos da contestação, o pedido ainda assim não mereceria procedência, pois os fatos ocorreram entre dois políticos adversários.

Em audiência de conciliação, não houve acordo entre as partes.

A perícia comprovou a autenticidade da gravação e fez a transcrição do discurso. Na ocasião, Roriz inaugurava uma obra pública e lembrou aos presentes sobre o confronto na Estrutural. Segundo a transcrição do discurso, Roriz disse: “o Governador é chefe da Polícia, e obrigou a Polícia a ir pra lá, e assassinou seis pessoas… seis pessoas foram assassinadas a mando do Governador anterior…”.

Na sentença, o juiz afirmou que os fatos atingiram a imagem do autor perante a população do Distrito Federal, causando-lhe prejuízos e ofendendo-lhe a dignidade. O magistrado não aceitou o argumento de que não poderia responder a ação porque os dois eram adversários políticos. Segundo o juiz, o réu “não estava acobertado por qualquer manto de imunidade (…) e não estava autorizado a emitir impropérios pessoais sem que fosse garantida ao ofendido a defesa de seu direito constitucionalmente protegido, qual seja indenização por danos morais.

O magistrado afirmou ainda que é até “compreensível”, na política, dizer que o oponente ‘não gosta de pobre’ e ’só atende o pedido dos ricos’. “Entretanto, tudo tem limite, ao pronunciar em discurso que teve grande repercussão que o autor teve participação ou mandou assassinar seis pessoas no bairro Estrutural, sai do que é ‘normal’ e adentra a esfera do ato ilícito”, concluiu.

Joaquim Roriz renunciou ao mandato de senador em 2007 para evitar o processo de cassação. Roriz foi acusado de quebra de decoro depois da divulgação de gravações de conversas telefônicas da Operação Aquarela do Polícia Civil do DF em que supostamente negociara a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Tarcísio Franklin de Moura. O rateio do dinheiro seria feita no escritório do empresário Nenê Constantino, da Gol.

Massacre da Estrutural

No governo de Cristovam, uma ação de PMs em 9 de agosto de 1998 batizada de Operação Tornado matou dois moradores da Estrutural.

A morte de um soldado numa perseguição dois dias antes na invasão teria motivado a vingança.

A Estrutural era um reduto de Roriz que, com discurso populista, estimulou a vinda de migrantes para áreas públicas no início da década de 90.

Os crimes foram utilizados por Roriz, então candidato, para superar Cristovam naquela campanha.

Marlon Herath Justiça, Política , ,