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Eleições 2010: o passeio de Alckmin em SP

5, abril, 2010

Em cinco cenários, Geraldo Alckmin (PSDB) oscila entre 47% e 53%.

Nas três primeiras listas, tem mais que o dobro dos percentuais do segundo e terceiro colocados.

O senador Eduardo Suplicy (PT), que já recuou da pré-candidatura, é o segundo com 19%, seis pontos à frente do pré-candidato petista Aluizio Mercadante.

Para 22% dos entrevistados pelo Datafolha, o apoio de José Serra a um candidato ao governo paulista levaria a escolher esse candidato com certeza; 28% não votaria em candidato apoiado por Serra; e 37% talvez votaria.

 

Pesquisa

O levantamento ouviu 2.001 eleitores paulistas entre os dias 25 e 26 de março. A margem de erro é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Marlon Herath Política, Sem categoria , , ,

Um cartão vermelho na várzea do Senado

26, agosto, 2009
Suplicy, Sarney e Heráclito. Fotos Geraldo Magela/Ag. Senado

Suplicy, Sarney e Heráclito. Fotos Geraldo Magela/Ag. Senado

 

Parecia uma manhã de domingo no campo de várzea na Vila Gramado, onde acompanhei grandes clássicos do futebol tosco.

Paixão, fúria e descarrego fora e dentro de campo.

José Sarney, um dirigente vitalício vaiado pela torcida e em crise com o vestiário, levando um vermelhão de Eduardo Suplicy, o ponta-esquerda das antigas recuado pelo cabresto do PT FC.

Heráclito Fortes, o becão que dá no meio dos adversários, passa de três dedos com a direita e chuta de rosca com a esquerda.

Lula, o cartola, assiste do camarote.

Lances dessa terça, 25/08
Suplicy – Sr. presidente, o que faz o juiz nos campos de futebol do Brasil para que todos o entendam? Apresenta o cartão vermelho. É isso, Sr. presidente. Avalio que, nessas circunstâncias, o melhor passo para a saúde do Senado Federal e do próprio presidente José Sarney é o simbolizado neste cartão vermelho, ou seja, que ele deixe a presidência do Senado e permita que o Senado volte aos seus trabalhos normais.

Minutos de blá-blá-blás e…
Heráclito – V. Exª permite que eu mostre que V. Exª não foi sincero? V. Exª permite? Para o Brasil ouvir que V. Exª não está sendo sincero? Vou mostrar por quê.

Suplicy  – Estou sendo sincero.

Heráclito – Vou mostrar. Espere! Calma!

Heráclito – Zezinho, por favor, um suco de maracujá para o Senador. Urgente!

Suplicy – Diga, então.

Heráclito – Calma, calma. V. Exª se arvora de um direito de juiz que não é para dar cartão vermelho, inclusive a mim.
Suplicy – Claro! Se V. Exª não é justo, se V. Exª quer distorcer o fato, eu lhe apresento um cartão vermelho.

Heráclito – V. Exª devia guardar esse cartão vermelho para apontar para o presidente Lula, que é o responsável por essa crise toda. E V. Exª não teve coragem de lhe apontar o cartão vermelho.

Suplicy – Eu digo e direi…

Heráclito – Cartão vermelho para o Lula, porque foi quem invadiu o campo aqui, foi quem invadiu as dependências do Senado. Cartão vermelho para o presidente Lula, que deu cartão amarelo para o líder do seu Partido, o senador Mercadante.

Achando assistir a uma luta de boxe, Mão Santa interrompe o som, soa o gongo, mas o round segue
Heráclito – V. Exª não tem coragem de dar cartão vermelho a Lula. Por que não dá o cartão vermelho aí, para o País todo ver? Porque o responsável disso tudo, quem foi? Seja sincero. Quem foi o responsável por isso tudo?

Suplicy – Eu vou dizer, se V. Exª me der…

Heráclito – Eu levo esse cartão vermelho que V. Exª me aplicou como um troféu. Um troféu indevido…

Heráclito – …um comportamento antolhado, o que só vê em frente e não vê dos lados. Se cala com a corrupção que grassa no governo. Vai para as CPIs para botar debaixo do tapete e obstruir as apurações dos fatos. Foi assim na CPI das ONGs. Quantas vezes V. Exª obstruiu aquela apuração! Portanto, não lhe dá autoridade, nem aqui nesta Casa, de impor cartão vermelho a ninguém. Pelo menos a mim eu não aceito. Não aceito, e digo isso com a sinceridade de um admirador de V. Exª. Agora, esse seu discurso insincero para fazer, para justificar meia dúzia de amigos que o criticaram, não está à altura dos milhões de votos que São Paulo lhe conferiu.

Suplicy – Sr. presidente, necessito do tempo suficiente.

Mão Santa – Não. O tempo suficiente usou. Tem um minuto. Ô Suplicy, assim, eu desligo isso tudo, vou me embora e encerro. Vamos encerrar e acabou. Quem… Olha aí, quem está com o apito aqui sou eu. Eu encerro e acabo. E o seguinte: atentai bem, V. Exª estava no banco de reserva. Só quem dá cartão vermelho é quem está no campo, ou como juiz, ou pode pegar… V. Exª ou o seu partido lhe colocou como suplente da coisa. Então, vamos ter paz e bem, entendimento… Assim, eu encerro a sessão, e está encerrada. E convoco para sexta-feira, V. Exª como promotor do caso e Almeida Lima como advogado. Aí tem o dia todo. Um minuto para concluir. Fica bonito.

Suplicy – Eu resolvi, e com toda sinceridade, senador Heráclito Fortes, aqui transmitir com veemência aquilo que disse, inclusive porque avalio que lá no Palácio do Planalto o presidente Lula precisa saber que, da mesma forma como tantas vezes ele mencionou, que a ética para nós do Partido dos Trabalhadores é tão importante, que a minha ação hoje é de justamente levar em consideração a sua recomendação feita a mim tantas vezes…

Heráclito – Vai levar o cartão vermelho para Lula ou não vai?

Suplicy – O Presidente Lula sabe muito bem aquilo que é a minha voz, com toda a sinceridade que ele está escutando hoje…

Heráclito – Merece o cartão vermelho o Presidente Lula, ou não merece?

Marlon Herath Política , ,

“Todos nós aprendemos com os passos que damos ao longo da vida”, diz Suplicy

7, maio, 2009

Até tu, Suplicy. Foto Geraldo Magela/Ag. Senado

Até tu, Suplicy. Foto Geraldo Magela/Ag. Senado

Quero dizer aos meus filhos, a todos os meus familiares, sobretudo à Mônica: se, de alguma maneira, tudo isso causa dor, sofrimento – à ela, a quem tanto estimo -, peço desculpas, mas quero, sobretudo, dizer que se trata de uma questão de minha responsabilidade. Todos nós aprendemos com os passos que damos ao longo da vida.

O destaque é um trecho do discurso do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ao anunciar a devolução de R$ 5.221,35 referentes a passagens aéreas emitidas em sua cota no ano de 2008 para a namorada Mônica Dallari.

Marlon Herath Dinheiro público, Política ,